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FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

SHAMELESS US (NO LIMITE)

 

 

 

 

Quando mi chiedono: “ Ma che ci vedi in lui? “ Lo rispondo: “ Me stessa ! “

 

Vedo la libertá nei tuoi occhi perche sono schiava della tua beleza. Amore mio, nulla é più grande e più intenso della luce dei tuoi occhi che mi illuminamo da sempre. Ti guardo negli occhi e penso che la mia vita senza di te non avró mai un senso, la luce del tuo cuore mi conduce verso la strada del mio amore. Ho bisogno di tenerti tra le mie braccia, di dirti che ti amo. Ho bisogno di stare insieme di te e tenerti la mano.

Amore mio, Dio mi ha fatto innamorare della tua anima, prima ancora di conoscerti. Ti sembrerá strano ma ho scoperto che il mio amore per te e paragonabile all`universo; grande, senza confini ! Ti amo come le stelle che brillano in cielo, come la luna che schiarisce la notte, ti amo come le onde del mare, ti amo come il sole che scalda il tuo mundo. Sei tutto cio che ho sempre desiderato, l`unico pensiero, l`unico respiro… Volevo dirti che ti AMO !

 

Vanessa Paquete 2004 ©

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POBRE HELENA… HÁ 15 DIAS QUE ANDAMOS EM CONVERSAS TELEFÓNICAS CICIADAS PARA A PRÓXIMA ENTREVISTA. ENTRE AS MINHAS RESPOSTAS REDUNDANTES, SEMPRE INCISIVAS, A COLOCAR O DEDO NA FERIDA E, POR VEZES, A MINHA FALTA DE PUDOR DISPARATADA EXISTE, PARCIALMENTE, NA MINHA CABEÇA UM CULPADO: Paul Abbott, o criador de SHAMELESS US !

Estou apaixonada pela FAMÍLIA GALLAGHER; que posso fazer ?


A série é baseada numa multi-galardoada série britânica, ou melhor é a sua adaptação americana, mas como os americanos tentam sempre minimizar a distância entre o público e a sua ficção produzida e, ao contrário dos Ingleses, não colocam o pudor num pedestal e estão completamente à vontade com a imoralidade, SHAMELESS, é um pedaço de mau caminho a não se perder de vista.

É tão ridiculamente cativante e apelativa a série que em duas semanas apenas saquei as 4 temporadas.

Mergulhei nas duas primeiras temporadas sem saber o que iria encontrar; saboreei cada trago de promiscuidade, decadência, imoralidade, descaramento e ausência de pudor como momentos televisivos únicos, mágicos, loucos e absolutamente irrepetíveis. SHAMELESS influenciou muito as respostas que tenho lançado nos meus diálogos com a HELENA COELHO que, porventura, deve estar a pensar que aderi a cocaína e que ando a snifar.

SHAMELESS fez-me regressar a adolescência.

A família GALLAGHER incendiou a minha imaginação, tornou-me mais combativa e de língua solta acerca de controvérsias familiares. Fez-me recordar vividamente a minha primeira interação com a sexualidade aos catorze anos de idade. Tornou-me menos sofisticada a nível linguístico o que poderá provocar uma indignação moral em qualquer leitor. Estiquei-me nos meus pareceres acerca do Tiago Madalena e afins; foi como se me tivessem agarrado numa mão e mordido, e eu, no auge da minha dor, tivesse desencravado a minha memória e, despreocupadamente, injetasse o caderno da Helena de informação perniciosa (creio que ela ainda está a tentar decidir se deve passar os nossos últimos diálogos para o papel ou não)

Sendo eu uma Fangirl dos Gallaghers, todas as pessoas  questionam-me: “Mas Shameless UK não é melhor?”

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Não, não é!
Porque embora o conceito esteja todo lá, Shameless US, casou de uma maneira com os Estados Unidos que agora é difícil imaginá-los em outro lugar. O que torna os Gallaghers Americanos tão cativantes é evidentemente uma total ausência de limites e uma inundice e irreverência assumida transformada em drama que não existe na versão britânica, mais focada na comédia e nas peripécias de estereótipos.






images2.jpgShameless US parece ser uma série “família”, mas este conceito é posto em xeque inúmeras vezes, por exemplo, pela linguagem inapropriada que nenhuma criança deve escutar, tampouco um adolescente, pelo uso e abuso de anfetaminas, álcool, drogas leves ou mais pesadas, pela violência implícita, a sexualidade explícita, a homossexualidade e promiscuidade de Ian de 15 anos que se apaixona e envolve-se, insistentemente, com homens casados e com idade para serem seus pais .



Mas naquela série não são todos levianos e promíscuos a fim de “ dar uma? “



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Pois… vejamos o exemplo da adolescente rebelde que usa ótimos argumentos para acabar com a própria vida, além da vida de meia duzia de pessoas por perto, unicamente para se vingar do pai, utilizando uma estratégia de vagabunda explícita e libertinagem sem censuras (uma das cenas mais chocantes da série passa-se quando Karen de 16 anos, literalmente, se aproveita do alcoólatra Frank Gallagher – pai do seu namorado – e abusa deste sexualmente)

 

 

 

Embora exista toda uma discussão sobre o quão “reais” esses personagens são ou não eu coloco Shameless US no meu enorme pedestal de séries que idolatro porque vão além da maioria das séries de estereótipos familiares. Não sou a miúda do estereótipo “ DESPERATE HOUSEWIVES “ ! No final das contas, é isso, Shameless é sim uma série de estereótipos de subúrbio. Uma comédia de costumes contemporânea, com o mérito de ao mesmo tempo conseguir ser uma série de personagens complexos e apaixonantes.

 

É um série que sabe se afastar de uma filosofia nacional tida como padrão e ainda assim ser um espelho de seu publico majoritário, mas nem por isso se limita a deixar este no papel de observador curioso num mundo “exótico”. Ao contrário, mostra como aqueles personagens fazem parte de um dia a dia que não se encaixa na filosofia nacional pregada como padrão e cuja existência muitas vezes é marginalizada por se recusarem a viver de acordo com valores criados para exclui-los. E tudo isso através de um exercício de empatia e self-awareness que julga na mesma medida em que justifica a sua indole maligna.

Não, não é uma série para os mais púdicos e é bom afastarem as vossas CRIANÇAS & ADOLESCENTES do ecrã (just in case). Eu própria mostrei-a ao Gustavo e ele torceu o nariz num esgár que dizia : “ Como é que ela é capaz de ver isto? “
 

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Depois temos Lip Gallagher. Mais do que o gênio do crime que se mete em altas aventuras, ele é um adolescente que esbofeteia, literalmente, o sonho americano quando faz cair por terra a ideia de que o esforço e o trabalho podem levar à prosperidade e ao sucesso. Filho mais velho e gênio intelectual com potencial pouco aproveitado da família Gallagher, é ele que faz a sua irmã mais velha, Fiona, não perder a sua sanidade mental no meio de tanto caos.

Nele recaí toda a responsabilidade da geração Gallagher, dos vizinhos e, muito provavelmente, do resto do subúrbio inteiro. Lip é um gênio em quem toda a gente se inspira, responsabilidade que Philip declina! Todavia, nem ele próprio consegue fugir a sua inegável inteligência e facilmente, contrariando todo o estereótipo da família OUTCAST, Lip facilmente é aceite numa das melhores Universidades do país. A sua personagem, é de longe, a mais apelativa bem como os seus romances, sim, porque Lip é um romântico incurável tentando sobreviver num mundo e tentando pregar a máxima de que quem se empenha em subempregos muito provavelmente não irá a algum lugar na vida, além de impedi-lo de realmente se dedicar aos estudos que também estão longe de suprir as suas expectativas.

Lip seria o tipo que ter-me-ía aparecido na Secundária e tentaria resolver os meus problemas com o seu genial intelecto, umas quantas curtições e sexo desenfreado, e depois dir-me-ía, entre um trago de cigarro ou dois e umas quantas “ quecas “ : “ Manda o Ivo e o Tiago foderem-se ! És muito melhor que eles ! “  Sim, porque Lip é o total antagonismo dos " betinhos " de Leça. Vêem? Mais uma razão para se amar SHAMELESS !

Na realidade, o meu primeiro namorado, traz-me a lembrança inúmeras vezes Lip Gallagher devido a alguma irreverência, semelhanças físicas, o seu invejável intelecto, inteligência incomensurável e a descoberta sexual, claro!


Jeremy Allen White, que interpreta o papel, é de longe um dos melhores atores da série e uma boa promessa para a nova geração.

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Helena, prometo que para a semana tens a entrevista publicada!
Sorry, perdi-me com SHAMELESS. Pensa que terás uma entrevista muito mais controversa e sensacionalista. Afinal de contas, vamos falar da minha família, passado, sexo e Ivo e Tiago... Não necessariamente por esta ordem cronológica

 

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