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FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

FEELING LONELY

 

 

 
{#emotions_dlg.star} Adoro este tema do Sting, talve, por me sentir tão frágil
Esta solidão está a matar-me. Estou a ponto de me juntar a uma Comunidade Mormon de tanto tédio que tenho vivido na minha vida. De todos os períodos da minha vida, este é aquele, incrivelmente, em que me apetece desaparecer mesmo... É tudo chato e maçador!

 

O amor nunca é aquilo que desejamos e, nem sempre, o amor vem ter connosco quando o convocamos. Como já deves ter reparado, eu pareço uma idealista em busca de um sonho impossível, que a vida não me permite realizar. A falta de um enfoque no futuro e de algo que me entretenha no presente, dou lugar no meu coração, a busca incessante de procurar-te. É que sabes Tiago? Eu não possuo mais nada, para além disso!

 

Eu gostaria de me ter apaixonado, verdadeiramente, e, não te minto quando te confesso tal. Neste momento, adoraria, que no espaço que ocupas tu estivesse outra pessoa; uma palpável de preferência, a quem eu não tivesse necessidade de criar Blogues e projetar palavras-chaves para receber um pouco de atenção.

 

Infelizmente, o motor de pesquisa do Google não parece estar a ser muito colaborativo para comigo; até nisso tenho azar! Há dias em que aparece tudo o que te escrevo, existem outros que – pura e simplesmente – ambos os Blogues desaparecem e, para encontra-los, só com as palavras-chaves que eu conheço: a junção do teu primeiro e último nome associado idem aspas ao meu, ou colocando, especificamente, “ Blogue Tiago Madalena “ o que, jamais, alguma viva alma no mundo irá lembrar-se de o fazer.

 

Acredita, Tiago, adoraria puder alterar a ordem das coisas, ser feliz, dócil como nunca fui com qualquer outro ser na minha vida. Adoraria puder tatear na penumbra da noite um corpo que eu amasse, aninhar-me no seu regaço, inspirar o seu odor, sentir o roçar da sua pele e embriagar-me em todos os prazeres que só a memória da carne consegue invocar, na derradeira hora, de se entregar a alguém.

 

Tu evitas-me a todo o custo.

 

Eu tento reter-te a qualquer preço.

 

Que jogo macabro este que ambos jogamos, não?

 

Bem sei, é um ato egoísta, solitário, triste e obsessivo mas – diz-me – se não te amar a ti e não te procurar a ti nos meus sonhos, vou amar quem? Encontro-me nesse dilema em que a minha alma se afoga. Retenho-te no meu subconsciente porque padeço de tudo: carinho, afeto, família, um toque na minha pele, um beijo apaixonado, um abraço terno e até mesmo amigos.

 

Eu nunca te quis reter, acredita nisso, por favor. Quando era loucamente apaixonada por ti, ai sim, para mim, se eu te tocasse uma única vez ou te pudesse amar, tu serias como um banquete antes da hora da morte; o meu último ato de loucura. Puder possuir-te seria o meu último sopro de vida a face da terra, uma explosão de sentidos, onde viciada em ti, entregar-me-ia, de bom grado, aos clamores infindáveis do prazer e da luxúria.

 

Para, ok?

 

Não, não sou viciada em “ 50 Sombras de Grey”, embora tenha lido a obra.

 

Compreende que o que mais desejava- neste momento – era puder esquecer-te, mas, por amor de Deus Tiaguito, vivo numa aldeia Alentejana, se tão pouco te consegui esquecer na metrópole do Porto, agraciada com uma boa dose de amantes, quanto mais relegada para um território campestre, onde a grande azáfama do dia são os assaltos ao pobre Banco da aldeia, os esfaqueamentos no café da Diana, posse de droga para aqui, posse de droga para acolá etecetera e tal…

 

Sim, como desejava eu, puder vestir-me para impressionar os homens (ainda que com 78 Kilos), colocar rímel e um pouco de eyeliner para sobressair os meus olhos, adornar as maças do rosto com uma fina camada de blush, pavonear-me por aí com as écharpes de coleção que ainda possuo, guardadas religiosamente, para o dia sagrado em que um homem me colocar os olhos em cima. Sim, como desejava eu, puder contemplar-me ao espelho e ver-me loira, longilínea, enviesando um sorriso sardónico ao meu próprio reflexo, e, ver-me assim, belíssima, com as feromonas em estado de ebulição, feito uma predadora, pronta para caçar um homem. Sim, Tiago, um homem que eu traria para casa, sem grandes ademanes e porquês, se por acaso, eu fosse possuidora de um teto próprio, tivesse o controlo e o domínio da minha vida e fosse dona da minha independência.

 

Sabes que, por vezes, dou por mim, a falar contigo à noite, antes de repousar a minha cabeça no travesseiro e – em segredo – imploro-te: “ Por favor Tiago, se tiveres um minuto que me possas dispensar no teu pensamento, um minuto apenas, reza para que eu consiga encontrar um homem que me aceite com os meus defeitos e por quem seja merecido eu derramar as minhas lágrimas, um homem que me ame, sem olhar a meios, e me abra o seu coração hospedeiro, deixando-me lá, aconchegada no seu casulo, protegida nos seus braços e entregue ao sabor dos seus lábios. “ Parece tão estranho rezar a ti, ao invés, de rezar a Deus ou outra entidade qualquer, todavia, é a ti que eu imploro tais bênçãos e, bien sûr, prazeres mundanos idem aspas…

 

É tão estranho eu implorar, ao homem que mais amei neste vida, literalmente: “ Sai da minha cabeça e reza uma mão cheia de Avé Marias para que eu possa viver em plenitude o verbo “ Amar “ , mas, aqui estou eu, sempre sozinha, em jeito de confissão para contigo, a falar-te, como se fala a um melhor amigo.

 

Ai, Tiaguito, sinto tanto a tua falta. Juro-te, de verdade. Quando não se possui ninguém para amar, chora-se por aquele que se amou no passado, que queres que te faça? Não resisto a calar-me perante ti. Desejava puder fechar-te, com toda a veemência que sinto e toda a audácia que possuo, o trinco da porta. De verdade, meu amor, desejava mesmo! Queria simplesmente libertar-me deste silêncio e desta solidão, bem como desta vida de eremita que levo, apenas adocicada pela presença do Gustavo, que a bem ou a mal, é a “ minha “ pessoa, o único ser vivo a face da terra com quem troco e partilho tudo: confissões, insultos, contas de água, gasóleo, os meus ex-namorados, a minha agressividade e estupidez latente e o mesmo teto.

 

Queria puder bater-te com a porta. Eu sei que estás seguro, que és feliz, ou que, pelo menos, vives momentos de grande tranquilidade, que possuis um bom carro, roupas de grife e que, ao chegar a empresa, a tua presença deve invadir aquele espaço e preenchê-lo por completo com o teu cheiro aromatizado, que não faço a mínima ideia qual seja, mas, que deduzo ser uma fragância letal na tua pele, que vergar-me-ia prante ti, irrevogavelmente.

 

A minha solidão causa-me dores físicas, revestidas de um saudosismo obsessivo, irracional, que me força a procurar-te, incessantemente. Mas tu não estás lá. Naquela página cibernauta de Rede Social, o teu perfil, parece um deserto inóspito, onde tudo seca e nada floresce. Nem uma única fotografia recente tua, Nem um indício se te encontras vivo ou morto. Todos os dias sou aguilhoteada com o espectro da tua vida que desconheço. Ver fotografias de amigos teus em casamentos, traz-me a memória, que bem pode ser a tua cerimónia de enlace nupcial; compreendes Tiaguito? Tudo me passa pela cabeça! E, porém, eu só desejava ardentemente, era estar nos braços de um outro homem, sendo estimulada pela adrenalina, sentindo o meu corpo a zunir, sob a pressão dos seus dedos, impiedosamente, de encontro as minhas cavidades mais intímas; pronto, disse-o!

 

Oh, por favor, não me crispes os lábios dessa forma Tiago, que já somos ambos adultos!

 

Não disse nenhum impropério, pois não? Amei-te ardentemente e, acredita, que ter-te-ia feito sucumbir ante o meu vulcão de desejo felino, se assim me tivesse sido dada a oportunidade, como tal, sinto-me perfeitamente à vontade para falar-te de tudo e mais alguma coisa.

 

Enfim, o que daria eu para tirar-te da minha cabeça e puder passar um serão extraordinário, mergulhada num estado de felicidade intocável, ao lado de um homem igualmente charmoso, que me levasse a beber um copo e, com a sua conversa fluída, me abarcasse os sentidos com o seu sorriso assoberbante. Para isso, meu amor, tens de tirar um segundo do teu dia para mim, deixar a tua família e amigos de lado, as contingências laborais no escritório, e, de regresso a casa, no meio do trânsito, invocares um mantra qualquer onde peças a uma entidade qualquer superior para que eu volte a ser humana, uns olhos de fogo dardejem na minha direção e o amor me toque, de novo, para que assim eu te possa esquecer e me agarre a vida e não escolha morrer.

 

Eu sei que não conseguiste amar-me.

 

Tão pouco simpatizar comigo, mas, por favor, acredita que existe bondade dentro de mim e torce por mim. Sê meu amigo, ainda que inconscientemente, e, em segredo.

 

Eu sei, Tiago, que desejarias que eu fosse feliz.

 

Por ora, sinto saudades tuas. Os dias são tão longos e pesarosos não sabendo nada de ti.

 

Desde 2004 que te encontro em folhas de jornais desportivos, entrevistas e afins; consegues imaginar como me sinto?

 

Please, darling, don`t dislike me and, above all this, don`t leave me this way!

 

 

                                                                                                Vanessa Paquete 2014 © 

 

 

                           

       {#emotions_dlg.sad}Existirá texto mais ambíguo ou bipolar do que este?

“ Quem me dera puder estar liberta de ti e amar, desmesuradamente, outro homem “
“ Oh, por favor, manda-me um sinal, dá-me qualquer indício teu de que ainda respiras o mesmo ar que eu respiro; morro de saudades tuas “

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