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FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

CONTIGO Y SIN TI

 

 

 

 Ando muito preguiçosa para colocar aqui textos novos. Levam-me horas a serem redigidos, portanto, fui resgatar um dos meus textos preferidos de sempre. Escrevi-o em 1998 daí me ser tão importante. Foi um dos meus primeiros grandes textos dedicados a ti. O texto é sucinto ( algo tão atípico em mim ) mas é belíssimo, segundo a minha perspectiva por isso o coloco aqui! 

 

FLASHBACK 1998

 

Vagueio ao acaso na hora incerta.

 

Não sei se existo para além de ti…

 

Escuto murmúrios que gritam palavras avidas de vingança. Estou só, e sei que a noite é longa, a morte está à espreita e, desta vez, não tenho intenções de a renegar. Deslizo uma mão pelo meu corpo e sei que és tu que me tocas porque reconheço o teu toque efémero e repentino. Levas-me nos teus braços para o teu mundo, fazes-me esquecer quem eu sou, apagas o meu nome e sussurras-me ao ouvido que sou tua e que a teu lado não possuo identidade; sou apenas uma sombra descolada do teu corpo. Esboço um sorriso, pois sinto-me bem, e s teus lábios no meu corpo dão-me uma sensação de volúpia, de êxtase…

 

Cerro os olhos e imploro que não me deixes regressar.

 

Quero-te para sempre a meu lado. 

 

Não, Tiago!

 

Juro-te que não irei permitir que após tantos anos de espera me destines apenas alguns segundos do teu afeto.

 

Fica comigo.

 

Ama-me!

 

Coloca a tua mão sobre o meu peito e sente o palpitar do meu coração.

 

Consegues escutá-lo? Sente-lo? É por ti que ele bate!

 

Sei que não compreendes os poemas que declamo. Sei que não me olhas como te chamo. Consegues sentir o meu desespero? Diz-me! Consegues contabilizar os inúmeros “ I Love You`s “ proferidos ao longo dos anos? Pequenos fragmentos de mim perdidos em paredes encarceradas, pequenos fragmentos de ti atirados contra o vento, algumas frases sucintas e banais rabiscadas em cadernos de rascunhos, longas epopeias adornadas com palavras caras e eloquentes que ficariam para a posterioridade como um registo do nosso imenso amor. Mas nunca existiu um “ nós “ pois não, Tiago? Apenas um “ eu “ insignificante em busca da sua quimera, uma alma nua sedenta do teu abrigo, um corpo opaco e inóspito sedento do teu abraço, entregue ao seu flagelo.

 

Amanhã completo dezanove anos. Um salto a mais no abismo que cumprir-se-á assim que o relógio tocar as doze badaladas e o sangue começar, finalmente, a rasgar-me as veias e a correr incessantemente, sem parar, sem que eu o consiga estancar. A tua imagem tinge-me a alma de negro, turva-me a vista; sinto-me a cegar ante a minha queda! Tremo de frio ou de medo? Juro-te que não sei…

 

VANESSA PAQUETE 1998

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Eu, na minha época gloriosa... Naqueles breves instantes em que fui algo parecida contigo.
Tu eras a atenção das mulheres. Eu era a atenção dos homens. Elas perseguiam-te. Eles perseguiam-me a mim.
Ambos tivemos " flirts ", conquistas e adorávamos ser bajulados e que focassem vezes sem conta a beleza do nosso rosto e a fisionomia do nosso corpo. Devemo-nos ter envolvido com muita gente, ainda que inconscientemente, e muitas das vezes, sem querer... Eu, uma Messalina. Tu, um Casanova. Deveríamos ter feito uma parelha fantástica, caso nos tivessemos cruzado para saciar a nossa sede de adoração e vassalagem estética. Afinal, não somos assim tão diferentes Tiago.  

 

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