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FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

CASADOS A PRIMEIRA VISTA : O ABSURDO; O AMOR ESQUARTEJADO ! SIC POUPA-ME !

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Concluir que uma vida a dois se realiza em pleno mediante testes científicos quase roça no absurdo.

 

Sendo eu uma pessoa extremamente romântica, mas, já tendo levado bastantes pontapés da vida e tendo um background de relacionamentos bastante extenso para trás, posso dizer que a SIC está a passar uma imagem errada de tudo aquilo em que se deve basear um relacionamento a dois e está a extrair uma premissa fundamental : problemas do individuo, problemas económicos e má gestão de tempo, filhos etc. podem arrasar com uma vida a dois e, muitas das vezes, a química e o amor existem mas os problemas são inultrapassáveis.

 

Para começar, devemos focar que o indivíduo tem de estar de bem consigo próprio, pleno, confiante. Vemos o Dave e a Eliane a irem as compras, mas não sabemos de onde advém o dinheiro. Há que ter em conta que o orçamento familiar é muito importante e PESA numa relação a dois, ou seja, cada individuo deve ser INDEPENDENTE antes de afirmar tal compromisso. Aqui sabemos ou achamos que o SÃO, todavia, a casa é fornecida pela SIC. Tudo é forçado, orquestrado e uma utopia ! Não existe tal coisa na vida real, garanto-vos!

 

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Há que ponderar na balança todos os vértices de uma vida a dois.

 

Sejamos pragmáticos e realistas. De que nos serve a química se não possuirmos um emprego ou dinheiro no bolso? Portanto, para começar cada individuo deve ser INDEPENDENTE. A dependência poderá causar em ambos os sexos uma frustração tal impossível de levar o relacionamento avante. Em outros tempos, o homem sustentava a mulher, porém, nos dias de hoje tal já não é o caso, ainda assim, existem muitas mulheres que não saem de relações/casamentos por não conseguirem sustentarem-se sozinhas: como irão pagar uma casa? Como irão ter autossuficiência sem o ordenado do companheiro? Como irão explicar a sociedade que nos quarenta ou trinta tem de regressar a casa dos pais?

 

Sendo assim, SIM, ter um relacionamento não é pera doce nem assenta só nos miminhos e beijinhos. Com o passar do tempo, vamos descobrindo defeitos na pessoa porque – numa situação normal – em que nos apaixonamos, simplesmente acontece naturalmente: não é forçado.

 

Podemos encontrar a pessoa em qualquer parte e, num simples relance de olhares, a paixão desabrocha, nasce em nós uma emoção intensa convincente, um entusiasmo ou um desejo sobre aquele individuo. Tudo isto tem uma explicação científica, claro está. Não só os ditames do coração tem um parecer neste sentimento.

 

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A paixão caracteriza-se, do ponto de vista biológico, por uma libertação contínua de alguns neurotransmissores como dopamina e noradrenalina. (tudo científico veem?) Existe uma tal amígdala cerebelosa que tem um papel central neste processo, pois é desta região que emana alguns dos sentimentos mais instintivos. Esta tempestade bioquímica no nosso cérebro explica o não conseguirmos deixar de pensar no objeto amado nos primeiros tempos, o arfar pelos quatro cantos da casa, os triliões de mensagens trocadas, o nosso comportamento obsessivo etc. Todavia, nem se pode culpar o coração, é mesmo tudo cientifico. São estes tais neurotransmissores que nos lixam a vida na fase inicial da paixão Este bolo bioquímico explica por que a pessoa tende a perder a razão, enquanto em estado de apaixonamento. Este mecanismo é semelhante ao de algumas drogas, como a cocaína. Além destes neurotransmissores citados, há a participação de outras substâncias, tais como oxitocina e vasopressina, que estão relacionadas com o amor e as sensações de segurança e calma derivadas deste sentimento.

 

Não admira que a Sónia sinta repulsa do João; a pobre só quer fugir e óbvio que não sentiu nenhum destes manifestos no seu cérebro. De igual modo a Lídia e o Francisco não o sentiram. Já o Hugo que é, aparentemente budista e espiritual, parece ter absorbido todas as feromonas da Ana e, sente, obviamente, aquele tal desejo sexual de tocá-la estar perto dela, acariciar-lhe o cabelo, abraçá-la, contudo, a Ana não parece sentir a mesma química. O Daniel e a Daniela parecem uma daqueles casais que se conheceram numas férias de verão e até aproveitaram o momento. Sendo ambos meio espirituais devem ter a filosofia do CARPE DIEM (aproveitar o momento).

 

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Mas todos estes casais saltaram uma parte fundamental no crescimento pessoal de ambos: a fase do namoro! O namoro permite-nos estabelecer uma troca de conhecimentos, bem como experiências e uma vivência a dois que já nos vai permitindo conhecer a personalidade do outro, os seus anseios, a sua maneira de agir ante determinadas situações, as músicas que mais aprecia, os seus dissabores e humores, o seu passado emocional. Namoro significa a relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas e partilharem novas experiências sem que a isso tenham de abdicar do seu espaço e assumir a responsabilidade de uma vida a dois perante a sociedade e a sua família.

 

Segundo a minha experiência de vida é SUICIDIO o “ Casados A Primeira Vista “ porque , de forma alguma, sem serem atravessadas uma série de etapas na interação de dois indivíduos ( até mesmo a SEXUAL ) não há qualquer hipótese de se passar para a fase seguinte : o AMOR .

 

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Dos tempos primitivos até à Idade Média eram os pais quem cuidavam dos casamentos dos filhos, como um negócio; o casamento tinha bases que eram mais importantes que o amor, e o sentimento era reservado para as relações adulterinas.

 

Ou seja, aqui os MATCHS eram feitos com base em parâmetros da sociedade e – acima de tudo – monetários! Mas os pobres casais também eram lançados para os braços um do outro com a significante diferença que – nestes casos – a mulher obrigatoriamente deveria obedecer ao homem.

 

Hoje em dia, até se chegar ao casamento passa-se por uma série de fases. E quando nos encontramos na fase da vida conjugal tudo interfere na nossa ótica: os hábitos do outro, os maneirismos, o conseguirem ou não partilharem um espaço em conjunto, o agregado familiar, a situação económica financeira, a realização pessoal de cada individuo etc.

 

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Dinheiro a mais ou dinheiro a menos pode arruinar um casamento. É um factor fundamental e imprescindível. A realização pessoal de cada um, o estar de bem consigo próprio, no seu emprego, nas suas finanças, ma sua alma e coração. Saber que é a sua própria âncora etc. são premissas fundamentais para que uma vida a dois funcione.

 

Não devemos ficar expectantes que o outro nos vá providenciar uma vida quando devemos ser nós a fazê-lo. Não devemos depender do outro. A dependência pode criar um sentimento tal de frustração que – a longo prazo – pode vir a roçar em rancor.

 

E, por último, situações adversas como pareceres familiares, amigos e a gestão de um casamento após o nascimento do I filho.

 

Como podem ver é uma equação bem complexa que passa por diversas fases e – mesmo no final – tendo os algarismos todos certos pode falhar em absoluto!

 

O meu conselho pessoal?

 

Vivam o dia a dia. Invistam em vocês para serem a vossa própria âncora. Possuam um pano B/ C e D. Acreditem, criar expetativas no outro é erróneo. Sentir-se-ão plenos para viver um amor quando estiverem realizados na vossa própria vida pessoal. Não tragam bagagem passada para um novo relacionamento. Se acharem que andam um pouco perdidos, a deriva, aconselho-vos a ficarem pelas paixões (relacionamentos intensos que far-vos-ão libertar a pressão).

 

Se algum dia chegarão a algum lado neles? Só Deus o dirá!

 

 

Design de Flyers: Vanessa Paquete 2018 ©

Texto & Crítica: Vanessa Paquete 2018 ©

Fotos Principais: Todos os Direitos de Autor Pertencem aos Respetivos Fotógrafos ©

 

 

 

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