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FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

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BRYAN ADAMS: O REGRESSO A PORTUGAL JÁ A 25 E 26 DE JANEIRO 2016 NA MEO ARENA LISBOA E NO PAVILHÃO MULTIUSOS EM GONDOMAR

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Será já no início da próxima semana de que Bryan Adams regressará aos palcos portugueses. O cantor canadiano dará dois concertos nos dias 25 e 26 de Janeiro, no Multiusos de Gondomar e na MEO Arena, respectivamente. Os bilhetes para ambos os espectáculos que variavam entre os 35 Euros até aos 60 Euros já se encontram esgotados, sendo agora o mercado negro uma das poucas possibilidades de aquisição ou troca de bilhetes.

 

Estes concertos fazem parte da digressão "Get Up", que serve para apresentar o último álbum de originais do cantor canadiano, que tem o mesmo nome da referida digressão. Este é o 13º álbum da carreira de Bryan Adams e saiu no início deste ano de 2015.

 

Esta nova digressão de Bryan Adams preencherá grande do ano de 2016, uma vez que começa em Janeiro na Europa e termina em Julho nos Estados Unidos. Segundo informação do site oficial do cantor, estão agendadas datas para diversos países europeus, algumas datas na Austrália e outras nos Estados Unidos e Canadá.

 

Este será um regresso bastante aguardado pelos muitos fãs do cantor canadiano no nosso país, já que há alguns anos que não existia uma digressão com datas portuguesas. O último concerto em Portugal foi em Junho de 2012, em Lisboa, durante o Rock In Rio desse mesmo ano. Será uma nova oportunidade para todos os fãs ouvirem (ou recordarem) temas como "Summer Of 69", "Please Forgive Me" ou "Everything I Do (I Do It For You)".

 

Além da carreira musical, Bryan Adams tem também a fotografia como arte, tendo mesmo publicado vários livros dedicados a essa sua faceta, principalmente com fotografias inspiradas em personalidades canadianas. O cantor chegou a ter uma exposição de fotografias da sua autoria, em Cascais, entre Outubro de 2014 e Fevereiro de 2015. Realce-se que Bryan Adams sempre teve uma relação de proximidade com Portugal, dado que em criança viveu no nosso país, na zona de Cascais.

 

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Em 1967, Bryan tinha nove anos quando o pai assumiu as funções de Adido para a Emigração na Embaixada do Canadá, em Lisboa. E durante os três anos seguintes, Bryan Adams e os pais viveram na zona de Cascais, primeiro no Hotel Estoril Sol, depois em Birre. Bryan foi então inscrito no Colégio Americano de St. Columban`s, em Carnaxide, onde chegou a aprender português. Ao que consta e reza a lenda Bryan Adams tinha dez anos quando recebeu a sua primeira viola de presente, de modo que terá sido então no nosso país que começou a dedilhar as primeiras notas e passou efetivamente o famosíssimo Summer Of 69.

 

A família de Bryan Adams regressou ao Canadá em 1973, instalando-se no norte de Vancouver, na Columbia Britânica. Por essa altura o pródigo Bryan já havia comprado a sua primeira guitarra elétrica e a música começava a despertar profundos instintos no seu espirito, tanto que decidiu abandonar a escola. Tinha apenas quinze anos de idade. O seu maior desejo era então começar uma banda e mergulhar na cena musical de Vancouver. Apesar de a sua carreira vir a revelar uma forte faceta romântica a verdade é que Bryan confessou que, na sua adolescência, já estava tão envolvido com o mundo da música que pouca ou nenhuma atenção prestava as raparigas.

 

Naquele tempo, apesar das dificuldades, a sua obstinação era inabalável. Para ganhar a vida, Bryan Adams lavava pratos em restaurantes, vendia comida para animais domésticos e trabalhava em lojas de discos de Vancouver. Ao mesmo tempo, à noite, tocava em diversos clubes da cidade, alinhando com bandas locais.

 

Em 1977 Bryan deixou os clubes noturnos e iniciou uma prolífica e duradora colaboração com Jim Vallance, o baterista dos Prism. Os dois músicos conheceram-se precisamente numa loja de discos e o fortuito encontro, como acontece tantas vezes, iria mudar a vida de ambos. Lançaram-se de cabeça na escrita de canções e o sucesso da parceria que estabeleceram foi de tal forma evidente que haveria de durar por muitos e longos anos.

 

Com dezoito anos de idade, Bryan Adams enviou algumas demos gravadas com Vallance a conceituada editora A & M Records, em Toronto que pouco tempo depois, assinou com eles um contrato pelo qual (curiosamente) ganharam apenas 1 dólar. Algumas dessas gravações viram a luz do dia ao longo dos anos, nomeadamente, “ I`m Ready “ que seria incluída no álbum Cuts Like A Knife e mais tarde lançada no disco para a série MTV UNPLUGGED.

 

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Com uma carreira que se expande por mais de três décadas, uma atividade ininterrupta e diversificada e a aceitação conjunta, raras vezes conseguida por outros artistas, de público e critica, é perfeitamente normal que a lista de prémios e nomeações alcançados ao longo dos anos por Bryan Adams seja verdadeiramente notável.

 

Comece-se até por uma área que não é exactamente aquela pelo qual o cantor compositor canadiano é mais conhecido, o cinema. Mas a popularidade das canções que compõe, e o facto de por isso serem imediatamente reconhecíveis por parte dos espectadores de cinema, fazem com que várias dezenas dos seus temas tenham já sido escolhidos para fazerem parte de bandas sonoras de filmes.

 

Como consequência, Bryan Adams teve já a honra de ser por três vezes candidato aos Óscares de Hollywood, sempre na categoria de Melhor Canção. Não chegou a vencer nenhum mas o mérito ficar-lhe-á para sempre.

 

A primeira nomeação surgiu em 1992, repartida com Michael Karmen e Robert Jon Lange, com quem Adams tinha escrito “ (Everything I Do) I Do It For You “ , para a banda sonora de “ Robin Hood: Principe dos Ladrões “ mas era o ano de “ A Bela E O Monstro “, não só o primeiro título de animação a ser nomeado para o Óscar de Melhor Filme, como também um belíssimo musical, conseguindo o feito de incluir três canções nas cinco nomeadas, tendo vencido com aquela que dá o nome ao filme. Howard Ashman, autor da letra, faleceu alguns meses antes da cerimónia dos Óscares.

 

Quatro anos depois, Adams volta a repartir uma nomeação com Karmen e Lange, desta vez com o tema “ Have You Ever Really Loved A Woman “, presente na banda sonora de “ Don Juan De Marco “. Na melhor fase da Disney em décadas, o canadiano foi de novo batido por uma animação, com o compositor Alan Menken, agora servido pela letra de Stephen Schwartz, a ganhar de novo, agora com “ Colors Of The Wind “ , um dos temas da banda sonora de Pocahontas.

 

Finalmente, Adams seria nomeado em 1997, juntamente com Lange, Barbra Streisand, pela canção “ I`ve Finally Found Someone “, do filme “ O Espelho Tem Duas Faces “, realizado pela própria Streisand, mas que não conseguiria bater Andrew Lloyd Weber e Tim Rice, autores da banda sonora de “ Evita “, onde constava a canção vencedora do Óscar, “ You Must Love “ interpretada por Madonna.

 

Hollywood lembrar-se-ia ainda mais algumas vezes de Bryan Adams, nomeadamente em 2003, onde foi nomeado conjuntamente com Hans Zimmer pelo tema “ Here I Am “ . Mas desta vez a animação “ Spirit: Stallion Of The Cimarron “ seria derrotado nesta área pelo poder dos U2, autores do tema “ The Hands That Built America “, do filme “ Gangues de Nova Iorque “. Consolação para Adams: os outros perdedores chamavam-se Madonna, Paul Simon e Eminem!

 

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Design de Flyers: Vanessa Paquete 2015 ©

Texto & Crítica: Vanessa Paquete 2015 ©

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