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FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

ADDICTED TO SELFIES: TIRAR SELFIES PODE SER SINÓNIMO DE DOENÇA MENTAL: SERÁ?

Selfies II.jpg

 

Hoje, navegando pela Internet, li um artigo curioso acerca de o facto de se tirar selfies ser sinónimo de doença e transtorno narcisista. Bom, nada que já não se tenha discutido muito nos dias que correm, todavia, o problema que me intrigou no artigo foi o facto de eu própria ser extremamente addicted to selfies.


Admito que só faço prática da minha dita e assumida adição quando visito um lugar, não possuo o mínimo jeito para tirar selfies em casa, na casa de banho, na cozinha e sei lá mais onde, porém, se é um transtorno tenho de juntar mais esse a lista de perturbações mentais; bolas que chatice!


Bom, pelo menos possuo algo a favor que é o facto de não possuir um smartphone nem ligação direta com as redes sociais, o que significa, que para tirar uma selfie tenho de fazer uso de uma máquina digital já adquirida em 2011 e que, pobrezita, tem de estar devidamente carregada e com um cartão lá dentro, ou seja, talvez eu não me inclua na doença, a ver vamos! O artigo era bastante incisivo e considerava as pessoas praticantes da arte das selfies verdadeiras narcisista, portadoras de transtornos psíquicos que refletiam carência, baixa autoestima, necessidade de aprovação e que – consequentemente – se cingiam obsessivamente aos comentários dos seus seguidores no Instagram e Facebook e que o seu humor variava consoante a aprovação ou as críticas dos mesmos.


Ora, como eu vejo – nos dias que correm – milhares de pessoas a tirarem selfies, fiquei a pensar que seria melhor construírem alas próprias de psiquiatria para curar tal transtorno, visto que parece ser tão recorrente e uma doença efetiva do novo milênio, tal como a depressão.

 

Eu sou viciada em selfies, mas, acredito que num nível mediano e nada prejudicial!


Saio recorrentemente sozinha, e se não for eu a reter os meus próprios momentos de descoberta, felicidade e descontração; quem será? Também já passei pela fase das selfies para aprovação de beleza, não o nego sequer, e era um processo extremamente elaborado, como se se tratasse de uma sessão fotográfica, com maquilhagem e cabelo penteado a preceito para a altura.


Não achei a prática nada nociva!

 

PicMonkey CollageIII.jpg

 

Quem eu queria que me aprovasse, não aprovou, mas fiquei com um lote de fotografias bastante apreciável! A questão que eu coloco é; o que é que fazemos aos milhões de pessoas que se retratam diariamente? Quer seja em duo, ou inseridos num círculo familiar, ou de amigos, essa técnica é cada vez mais recorrente e se sofrermos todos de um Transtorno Dismórfico Corporal, estamos no limite do abismo: que fazer com tantos doentes psíquicos?


Eu continuo a ser uma adepta de selfies, principalmente, se visito algo sozinha, o que é algo bastante recorrente na minha vida. Não gosto de depender de estranhos para me retratarem e sempre fui uma rapariga muito prática. Selfies são ótimas para criarmos recordações dos lugares que visitamos, daquele momento de leveza na praia, após um bom banho tomado no mar (e já agora até selfies no mar e na piscina tirei e – evidentemente – que a máquina não resistiu)!


Evidentemente que se nos encontramos sós num lugar, selfies, podem ser encaradas como evidência de carência e solidão, contudo, eu posso viver a minha solidão e querer – ainda assim, fazer uma partilha desses momentos com os meus amigos no Facebook (rede social mais usada em Portugal e aquela que uso, visto que não possuindo um Androide ou Smartphone, não sou possuidora de Instagram); e que mal poderá ter isso?


Desde que saibamos gerir a quantidade de selfies que tiramos…

 

Selfies III.jpg


Como já referi, é absolutamente impossível e nulo encontrar uma selfie minha na cozinha, no sofá, em frente a um espelho ou noutro sítio que não seja um sítio de lazer, a exceção da época natalícia onde me delicio a fazer poses à Mariah Carey junto dos enfeites de Natal e do pinheiro enfeitado (addicted to Christmas too).


Sou um tanto ao quanto ciosa da minha privacidade e do meu lar, além de que não sou apologista das selfies em frente a espelhos (embora não seja ninguém para as julgar), também se tirasse uma selfie na cozinha seria cómico no meu caso, visto que sou um desastre nas lides da culinária, todavia, a questão que se coloca aqui é que se as selfies são uma moda do novo milênio e toda a gente pratica a arte do autorretrato, não percebo porque temos de ser apelidados de portadores de uma doença psíquica, tal como há uns tempos atrás sermos usuários do telemóvel causava cancro.


Eu, não sendo portadora de um telemóvel todo XPTO, parece que fico um pouco ilibada das adições as redes sociais e das ditas selfies, todavia, se alguém for ao meu Facebook encontra bastantes selfies porque numa saída muno-me da tal maquineta digital que me ajuda a retratar os meus momentos para a posterioridade, não vá eu sofrer de uma doença degenerativa no cérebro: não quero esquecer quem fui, o que fiz, onde estive.


Esse sentimento ainda é mais gradual se alguém vive uma vida tão solitária quanto a minha, e não quero ninguém a julgar-me por ser uma alma solitária que se desenrasca sozinha com a sua máquininha digital.


Eu faço selfies sim, e, pessoalmente, se tiver de acrescentar mais essa doença a um leque de dezenas de doenças que andam por aí, terei de agendar uma série de consultas em psiquiatria nos tempos vindouros!

 

PicMonkey Collage1.jpg

 Pelos cálculos deles, estou a meio caminho do manicómio, ora...

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