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FIFTY SHADES OF VANESSA PAQUETE

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A MINHA LIBERDADE DE EXPRESSÃO ACERCA DO ATOR DIOGO MORGADO: A HEART HAS MANY COLOURS

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A HEART HAS MANY COLOURS


Eu acredito no poder que nós, seres humanos, possuímos de nos manifestar livremente.


Nos últimos dois dias foi-me necessário bloquear os comentários ao meu Blogue e coloca-lo em modo de “comentários moderados”, dado que o assédio era tanto e depreciativo relativamente a algo que eu havia escrito acerca do ator Diogo Morgado, que não tive outra opção.


Sempre acreditei viver num país livre, onde a liberdade de opinião ainda prevalece, mas, se tal causou tanta indignação, passo a explicar-me:


Embora não leia qualquer tipo de revista que se encontra nas bancas, como qualquer pessoa, vejo as manchetes e capas que as adornam, semana após semana, e, sempre tive a triste sensação e certeza que as figuras públicas estão sob uma espécie de fogo cruzado. Sempre que passo pelas bancas dos quiosques as manchetes são terríveis; uma miríade de escândalos e desastres que – creio – qualquer figura pública já ter-se-á habituado a aguentar.


Daí eu referir ser “incompreensível” que o ator Diogo Morgado, há vinte anos na profissão, ainda se espante ou fique indignado com o facto de o usarem numa notícia mais depreciativa, quando contemplo centenas de notícias escandalosas das figuras públicas. Que não apreciemos ver o nosso nome numa notícia depreciativa é uma coisa, agora que não tenhamos consciência que isso poderá sempre acontecer é outra.


E só para esclarecer, não, não sou uma jornalista sensacionalista que está a defender os seus colegas de profissão, ou uma stalker louca que possuí um ódio de estimação pelo ator Diogo Morgado.


Sou um ser humano, ok?


Um ser humano que possuí sentimentos, que vive e age conforme as vicissitudes da sua vida e se rege pela velha máxima que uma ação despoleta outra ação: o ser humano é reativo! Por saber tal, tenho sempre consciência de quando erro e peço humildemente desculpa. Não importa se é por aceitação, afirmação pessoal do ego, ou o que quer que seja. Eu sei quando erro e peço desculpa. Faço uma espécie de via-sacra do perdão, mas se essa me é interdita, uma parte de mim fica a pensar na índole do ser humano.


A minha sei eu bem que é impulsiva e que age por reatividade!

Todavia, uma opinião é uma opinião, por muito dura que vos pareça!


Como eu disse, e repito: Os média vivem de notícias e especulações e creio que o ator Diogo Morgado já deveria “estar armado até aos dentes” para ignorar tais questões meramente especulativas. Cada um dos seus fãs, decerto, possui discernimento para compreender as escolhas do ator: que interessa se foi por dinheiro, um projeto mais aliciante, ou um contrato milionário?


Todavia, aquando da escrita do meu texto eu só havia lido o comunicado do ator que foi aparecendo aqui e ali. Tampouco havia lido as ditas “notícias”. Regi-me pela frase mor. Só depois é que vi algumas manchetes e títulos e, claro, ninguém aprecia ver o nosso nome numa revista numa notícia polêmica. Sei-o eu que já sofri o mesmo e exatamente na mesma revista. Portanto, de todas as pessoas que comentaram o comunicado do ator eu serei, porventura, a única que vivi a mesma experiência que ele.


E talvez a nossa reação tenha sido exatamente a mesma: indignação & espanto!

 

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A maneira como os média manipulam a nossa vida é sublimar.


Há uns anos atrás trabalhei para um conceituadíssimo advogado que acabaria por ser ministro, por mais do que uma vez, na realidade, e tivemos em mãos o caso do divórcio de um famosíssimo jogador de futebol. Assinados os papéis do sigilo profissional, eu estava encarregue de palmilhar todas as revistas/jornais e edições que saiam, semana após semana, onde o caso era debatido. Nessa altura, o dito jogador, seria, porventura, o jogador mais famoso dos grandes clubes e mesmo da seleção nacional. Por vezes, era constrangedor ele chegar a minha beira no escritório para me cumprimentar e eu estar com uma amálgama de revistas sublinhadas onde ele aparecia, semana após semana, numa batalha duríssima de um divórcio que envolvia a sua família, filhos, outro jogador de futebol famosíssimo e afins.


Os Mass Média espremeram até a última gota tudo o que havia para se dissecar acerca daquele caso; não havia paparazzi que não os seguisse, conversas que não fossem postas sob escuta, frases que não fossem adulteradas: todos estavam no epicentro de uma guerra de flashes, aos quais, ninguém conseguiu escapar. Por vezes questionava-me como conseguiria ele aguentar. Mas aguentou. E ainda aguenta. Há anos que aparece nas revistas, e esta semana, por exemplo, não foi exceção… Creio que todas estas figuras públicas se habituam a ter a sua vida sob os holofotes.


É de pleno conhecimento que o ator Diogo Morgado zela pela sua privacidade, todavia, eu tive a sorte, o privilégio, ou a mera casualidade do destino, de me serem colocados alguns famosos no meio do caminho, numa base estritamente profissional, quer isto dizer, que eu estou habituada ao mediatismo, do qual, eles são alvo constantemente e creio que um ator deve estar consciente que se aquele foi o caminho, pelo qual optou, esse mesmo caminho terá sempre pedras a contornar.


Diferendos de opiniões teremos sempre. Seria algo extremamente aborrecido se todos concordássemos com aquilo que o outro opina. Todavia, como não sou, nem nunca fui uma pessoa de cinismos, admito que aquela publicação não foi de todo imparcial, e que possuía muito do meu “eu interior” nela, e que vos pode ter soado algo cruel, mas, como já afirmei e volto a afirmar pela milionésima vez, eu acredito que nós, seres humanos, somos reativos: todos nós! Reagimos consoante o outro. Eu não sou muito de acreditar que Deus nos abençoa com um coração puro e repleto de bondade. Acredito sim, que as nossas raízes familiares nos constroem enquanto seres humanos, e que as pessoas que vamos encontrando ao longo do caminho nos ajudam a edificar a nossa escala de valores, a nossa ética enquanto indivíduos e toda a nossa moral, ou seja, eu acredito que é o ser humano – e não uma entidade divina – que estrutura o nosso “eu”!


Acredito que toda a nossa vida é regida pelos seres humanos que estão em nosso redor: são eles a nossa referência, os nossos dez mandamentos, a nossa Bíblia!


Os meus textos irão sempre focar aquilo que sinto; não posso cingir-me ao cinismo e a hipocrisia só para ficar bem na cartilha. O que aprecio verdadeiramente está escrito e bem explicito quase a letras douradas. O que me magoou, de quando em quando salta cá para fora, algo que até é muito raro no Blogue. Por norma, utilizo o Twitter como escape psíquico e depois lá apago os Tweets. O Twitter, para mim, é a melhor fuga porque não existe um único seguidor português lá: é tudo tão americanizado que – na maior parte das vezes, até só falo Inglês, ou seja, estou livre da censura e do julgamento alheio!

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Eu não sou uma detratora da carreira do ator Diogo Morgado, basta olhar para trás e ver os inúmeros textos que escrevi acerca dele, e com muito gosto e prazer, atrevo-me a dizer. O Blogue é meu! Os pensamentos também são meus e gosto de exprimi-los, seja acerca de quem for, para o bem e para o mal! O texto pode ter-vos soado frio e cruel e ser-me-á difícil contradizer-vos, mas, sou uma das pessoas que tenho verdadeiramente pena que o ator tenha abandonado a estação de Carnaxide, por acreditar que muita boa ficção se anda a fazer por lá.


O resto são manchetes sensacionalistas, com as quais, as figuras públicas têm de lidar diariamente e, se a cada notícia polêmica, cada uma fizesse um comunicado, viveríamos diariamente de manchetes de contestação.


Esta é a minha humilde opinião: a partir do momento que somos uma figura pública perdemos a nossa privacidade. Eu não gostaria de ser uma. Já convivi com algumas. Vi as suas vidas privadas estampadas em jornais e revistas consecutivamente, sem dó nem piedade! Já estive sentada com algumas a mesa de um restaurante. Já me dei com outras por questões meramente profissionais. Nunca pedi autógrafos a ninguém. Acho tal ridículo. Nunca consegui perceber o que é que uma pessoa faz com um pedaço de papel e uma assinatura emoldurada numa parede: ficamos a contemplá-la; é isso?


Mas lá está!


A minha experiência de vida fez-me cumprimentar alguns famosos, trocar dois dedos de conversa com eles, conviver com outros devido a questões estritamente profissionais e é natural que eu ache a idolatria algo fora do meu alcance. Sempre gostei de trocar ideias. De os conhecer.

 

Nunca me hei-de esquecer de um almoço com o conceituadíssimo crítico de cinema Mário Augusto que, face a minha extrema curiosidade relativamente as estrelas de Hollywood, lá me mandou puxar de uma cadeira e tomar a sobremesa conjuntamente com ele e o amigo. Eu não consigo memorizar ao certo quantas perguntas efusivas lhe fiz acerca dos Óscares, das red carpets, das after parties, do Peter Jackson, Meryl Streep, Brad Pitt, Matt Damon, Angelina Jolie, todas as pessoas que vocês possam imaginar…


Ele com uma paciência infinita explicou-me detalhadamente cada passo de uma entrevista acerca de um filme, argumentando que sim, que efetivamente, muitos dos atores e realizadores já o conheciam, todavia, as perguntas eram fabricadas, o tempo contado milimetricamente e tudo muito mecanizado. Depois de termos tido uma longa conversa acerca da sua filha Rita e do seu trabalho enquanto crítico de cinema há mais de vinte anos e de já termos esgotado os tiramisus e o café, o seu amigo disse-me “ Ouça lá, você deveria perguntar era aquelas estrelas de cinema todas como é conhecer o grande Mário Augusto”, percebi a indireta claro, e aquela frase ficou-me para sempre!


Eu gosto das figuras públicas que tive a oportunidade de conhecer e, anos mais tarde, voltar a reencontrar como foi o caso do nosso ex-Primeiro Ministro. Era um habitué no escritório de advogados onde eu trabalhava e quando fui despedida em 2004 por uma ridícula acusação de cooperar com a fração inimiga, que não era tão ridícula assim, visto que a minha melhor amiga era o braço direito do Sr.º Ministro e – indiscutivelmente – eu adorava as funcionárias dele ao invés das do irmão, foi o nosso ex-Ministro da Defesa e o nosso ex-Primeiro Ministro que – num ato muito solidário para comigo- num Domingo de tarde em que fui buscar as minhas coisas ao escritório, me perguntaram o que havia acontecido para o outro manda-chuva me ter despedido. Depois de relatada a minha estória, ajudaram-me a reunir as minhas coisas, um segurou na porta, outro carregou os meus CDS, livros e álbuns de fotografias (sim, é verdade) e trouxeram-nos até ao carro do meu namorado, absolutamente estupefacto!


Gestos como esses não se esquecem!

Em 2013 tive a oportunidade de me cruzar com o nosso ex Primeiro-Ministro na estação de serviço da Mealhada, onde este se encontrava muito pacificamente e normalmente, a comer umas sandes de leitão, a caminho dos estaleiros de Viana do Castelo. Não só considerei a situação insólita como deveras um exemplo para todas as figuras públicas emproadas que se julgam celebridades, e se escondem sob óculos de sol e chapéus: se o nosso ex-Primeiro Ministro se pode sentar livremente na estação de serviço da Mealhada a contemplar as notícias (que aliás eram depreciativas e acerca dele), porque não podem vocês? O Dr. Pedro fez-me um aceno e eu – muito envergonhada – lá fui trocar dois dedos de conversa com ele e cumprimenta-lo. Curiosamente, naquela estação de serviço ninguém ergueu os olhos sequer para nós. Era como se ele fosse invisível. Até o rapaz das rifas se atreveu a pedir-lhe que ele comprasse uma.


Portanto, com todo este patatuá, já perceberam que eu considero as figuras públicas seres humanos como todos nós mas que – infelizmente – devido a profissão que escolheram se encontram sob o escrutínio dos Mass Media. Eu lidei com eles quando ainda não eram famosos. Lidei com outros quando estavam absolutamente nas luzes da ribalta e sempre nos tratamos de igual para igual e com muito respeito.


Nunca ninguém achou que eu estava a invadir o seu espaço ou a ser invasiva. Na maior parte das vezes, eu estava com eles por trabalho, e na minha boca o sigilo nunca foi quebrado. Mas também reconheço que esses foram outros tempos, tempos em que me não era necessária a luta pela afirmação pois essa era-me dada pelos próprios. Tenho pouquíssimo jeito para fazer de lambe botas e correr atrás que nem um cachorrinho. Na minha vida só o fiz uma vez e até hoje a humilhação dá-me estalos na cara, talvez, porque na vida tenha sido uma rapariga muito bafejada pela sorte no meio de todas as minhas intempéries.


Portanto, não, não sou uma jornalista sensacionalista a defender os seus e tampouco uma detratora da carreira do ator Diogo Morgado.


Vejam o resto do Blogue antes de falarem e opinarem.

Eu gosto muito do ator Diogo Morgado, por incrivel que isto vos possa parecer, após terem lido aquele texto.


Obrigado!

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